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Brasil dá Importante Passo para Discussão de Metas de Redução de Desm

 
Roma (Itália). 01 de setembro de 2006 - Representantes do Governo 
Brasileiro. presentes em um workshop organizado pelo secretariado da 
Convenção sobre Mudanças Climáticas da ONU em Roma. lançaram nesta 
quinta-feira uma proposta para a criação de um mecanismo que ajude os países em 
desenvolvimento a diminuir suas taxas de desmatamento. A idéia é simples: 
países que conseguirem diminuir suas taxas de desmatamento abaixo de 
determinado limite. por um período de tempo determinado. seriam 
recompensados com recursos vindos de um fundo formado por contribuições 
voluntárias dos países desenvolvidos. 
 
Representantes do Grupo de Trabalho de Mudanças do Clima do Fórum 
Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o 
Desenvolvimento (GT Clima/FBOMS). presentes no evento em Roma. reconhecem uma 
mudança de rumo importante na posição do Brasil nas negociações de clima. 
mas consideram que o resultado pode ser tímido. 'É um avanço histórico 
na posição do Governo Brasileiro. que pela primeira vez aceita discutir 
a definição de um limite nacional. ou seja. uma meta referencial para 
avaliar a redução do desmatamento.' avaliou Carlos Rittl. coordenador da 
Campanha de Clima do Greenpeace no Brasil. 'No entanto. esta proposta 
pode não trazer incentivos aos países desenvolvidos em contribuir com 
recursos suficientes para fazer uma diferença efetiva para o problema do 
desmatamento e das mudanças climáticas'. acrescentou. 'O apoio externo 
para o combate ao desmatamento é importante. mas isso tem que ser. 
antes de mais nada. uma prioridade nacional assumida por todos os 
ministérios de nosso governo. em todas as suas ações. o que ainda não acontece'. 
analisou Rittl.
 
Para Paulo Moutinho. coordenador de pesquisas do Instituto de Pesquisa 
Ambiental da Amazônia (IPAM). há alternativas. 'É importante a criação 
de um arranjo financeiro que auxilie os países em desenvolvimento a 
construir sua capacidade de medir. monitorar e controlar o desmatamento. 
além de aumentar a governança e promover o desenvolvimento sustentável'. 
afirmou Moutinho. 'Entretanto. um mecanismo de mercado. ou seja. 
comercialização de créditos de carbono. por reduções nas taxas de 
desmatamento pode trazer um aporte de recursos muito maior do que o potencial da 
proposta brasileira. com resultado mais efetivo para o clima do 
planeta'. acrescentou. 
 
Segundo Moutinho. tal mecanismo deveria garantir. também. a redução 
continua e permanente das emissões provenientes do desmatamento de 
florestas tropicais. assegurando uma ampla inserção e participação dos países 
em desenvolvimento para contribuir efetivamente para a prevenção do 
aquecimento global. "Para isso. é fundamental que este mecanismo esteja 
associado a compromissos de redução crescente nas emissões dos países 
desenvolvidos".
 
 
 
As organizações do GT Clima/FBOMS alertam que é importante algum tipo 
de contribuição mensurável do Brasil no âmbito da Convenção de Clima ou 
Protocolo de Quioto para conseguir avanços expressivos nas negociações 
internacionais. "Um compromisso com a redução significativa nas 
emissões provenientes do desmatamento pode. inclusive. pressionar para cortes 
muito mais profundos nas emissões dos paises industrializados. O Brasil 
é praticamente o único país com grandes florestas tropicais que está 
recusando a possibilidade de um mecanismo para a questão do desmatamento 
dentro de Protocolo de Quioto. e insistindo que seja puramente 
voluntário". disse Rubens Born. coordenador do Instituto Vitae Civilis e membro 
da coordenação do GT Clima. "Mesmo sem poder participar do evento de 
Roma. soubemos. no início de agosto. que o Ministério do Meio Ambiente 
iria apresentar uma proposta instigante. o que abre a possibilidade do 
Brasil. outra vez. contribuir positivamente para o fortalecimento e as 
negociações do regime global de mudança de clima" completou Born. 
 
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Qua, 08 de Fevereiro de 2012
Tomas

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